segunda-feira, 3 de abril de 2017

O "Eu" em D-eu-S



Gênero: Depressão e Tédio



Deitado, derrotado e afogando minhas mágoas depressivas. Entre as bagunças do quarto, o vento sopra em caos de chuva. Está frio, em corpo adormecido. Lágrimas que escorrem no rosto e vidros, o mar me aprofunda. O veleiro teme as tempestades, enquanto na escuridão me fecho no fim. Memórias, agora apagadas. Silêncio, é o pavor da minha depressão. Desisto de viver, quero sumir e desaparecer. Numa mente fechada e isolada, luto contra a existência. Meus espaços, selados em todos os lados. Temo, o próprio tempo, que este me propõe a selva das dores. É privado, mas tenho pensamentos suicidas que me apertão para dentro da alma. Arde, realmente, rasgando os timbres das sujeiras espalhadas da minha vida, sobre a turva chamada da resposta por cura, onde inunda os desejos de tê-la. Envergonhado, ao ver a esperança apagar, porque mesmo sozinho não consigo chegar. E sempre nas palavras de fé, me perco caindo num abismo giratório. Eu acho que, esse é meu próprio inferno, interno entre falsidades e medo. Medo de tentar, medo conhecer, e também, de se aceitar. Por isso... tropeço na estrada infinita de remorsos e erros, e além disso... me desconheço. As baladas das músicas soadas por essas melodias de tristezas, sangra-me em gotas góticas ao cair da noite. As horas não passam, como as passadas movimentadas do centro das cidades. Me acolho pelas sombras das pessoas levadas pelas nuvens nos ventos. Ao abrir os olhos, um mundo desconexo, cada um no seu próprio ritmo assimétrico, aos corações e mentes perturbadas, doentes... como a minha. Onde eu não sou o erro, mas sim... todos somos um único, câncer a adoecer tudo que nos cerca. Acelerados batimentos cardíacos, levantam-me a sair e ir.... Mas tudo nessas mentiras e verdades, mortes e nascimentos... é onde não quero ir. Quero me afastar, sair do sistema que aprisiona as perspectivas humanas da vida, para solucionar minhas filosofias do ego interior, o nirvana de cada que se encontra no meu/seu próprio núcleo interior. Aos caros leitores, em seus tortos caminhos que se vão, isoladamente e necessitadamente, acolher seus insaciáveis prazeres em consumir suas próprias almas ao infinito desejo capitalista humano, aquele que transforma o homem na própria besta da evolução das espécies. Além dos céus, nesse espaço universal, separo-me das minhas loucas dores luzes solares ao vácuo imenso do Eu, em Deus.



Oh Hiroshima: 
In Silence We Yearn
Aria

 por Carlos Anderson I. do N.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quem Sou Eu Sou Quem?

Peraí, se eu sou eu, e eu mesmo sou eu? Quem sou eu e eu mesmo?
E se eu mesmo, for eu querendo ser eu mesmo sendo  eu? Será que eu e eu mesmo, será eu mesmo e eu ao mesmo tempo? Meu Deus, eu acho que eu mesmo, não deixa de ser eu! 

E eu não deixo de ser eu mesmo! 

Aff¹... 

É melhor que eu e eu mesmo, deixe de ser eu mesmo e eu! Sabe de uma coisa, vou ser eu e eu mesmo ao mesmo tempo e encerrar por isso, porque sendo eu e eu mesmo ao mesmo eu e eu mesmo, eu serei eu mesmo e ao mesmo eu que eu sou! 

(Risos)... 

Então, o eu será meu, e o m-eu será ue-m!
Fico com o meu eu mesmo, sendo o mesmo eu meu! E assim vou comigo mesmo e eu mesmo, pra o mesmo lugar do mesmo eu, para o mesmo! Aqui eu mesmo, encerro o mesmo eu do meu eu, e vou pro meu eu e ao mesmo eu meu eu.
Fim, eu meu eu fim! 


(Risos)

¹Aff: Saturação por tentar de mais e não conseguir...


Por Carlos Anderson I. do N.

domingo, 23 de outubro de 2016

Esfriando a Alma

O medo simplesmente vem,
Ele não explica,
E quando ele aparece...
lhe explora e domina
e espera... Num silêncio,
onde lhe faz brota-lo,
caminha, por toda sua vida
e em momento(s) certo(s),
Surge
em espanto!! Ou pelas brechas,
em piscar de olhos...

Sua função?
É a imaginação, seja
em todos os sentidos,
de baixo, até os choques de
explosão,
Seu motivo?
Varia... em algo que
você não conheça,
de forma natural, até
lhe tirar tudo o que
valoriza... Inclusive
o que você mais evita
pensar em dizer

A onde quero chegar?
Que eu apenas sei,
de onde ele vem... Dos porquês,
e de como aloja em você,
tente mexer comigo,
e verás quem vai arrastar...
e jamais tirá-lo de lá.
Mesmo à quem ousar, Sair...
a mim dentro de ti
vai estar,
com uma semente
que lhe contaminará,
levando ao que eu
lhe disse...

O medo simplesmente
existe,
tanto em mim,
quanto em ti.
E ele não tem
fim.

Agora me deixe aqui, abraçando meu medo
e suas complexidades...
Onde a criatividade imaginativa o
dar cor, forma e palavra,
variando na arte e na cultura
da história humana.

Obs.: Basta evitar para adquiri-lo, seja ele no
"seu" entendimento, vida ou julgamento.


Por Carlos Anderson I. do N.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Lúcifer




Siga o compasso das melodias que eu vou lhe dar...
Não olhe para fora ou para dentro,
Toques e proves aquilo que queres...

Não importe com desejos ou mentiras,
Apenas fale o que pensa e sejas direto
Abra as asas da mente e do coração...
Pra despertar o que tens...

Agora que cada um...
Mostre sua natureza,
Seja ela imperfeita ou deformada,
Não tenhas medo de se mostrar,
Porque tudo está aqui... em sua alma

Aproveite a vida como deve ser,
Não sejas teórico, mas sim prático
E vivas sem temer a morte,
Porque a vida é pra ser vivida

E a sinta como o pulsar do coração
Se somos todos animais: racionais ou não
O que mais importa é o real
Não queiras nada mais do que...

Agora que cada um...
Liberte-se dessas correntes:
de mundos santos ou profanos,
Jogue tudo fora e em cada lixo...
Não vale a pena criar fés e temores por isso

Porque no fim só restará a amargura a degustar

Eu imploro que vocês vejam além do que possam,
E que vocês se predem nisso como remédios...

Ahh...
Vocês saberão disso um dia ou outro, porque é de onde todos nós viemos
Sendo você puro ou não, basta está vivo pra saber o que falo




Inspiração: Swing of Death
Banda: Dracula

Por Carlos Anderson I. do N.