quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Silêncio.



Tão merecido, quanto desejado.
Para tê-lo, basta se calar e aquietar-se.
Observar, o fluxo movimentar.
O som da natureza falar, através dos elementos.
Na representação da paz, cuja a mesma se define no balançar das folhas ao vento.
Com a mente vazia, não por cansaço ou esforço desnecessário.
Seguir com os olhos, os contornos das linhas quebradas da vida.
Onde cada parte dela, é necessário para ascender um ponto de luz no vazio, que muitas vezes o silêncio mostra... Mas não o define.
Ele é ganhado distraidamente, sem preocupações sentimentais.
Como pouco acontece com as crianças.
Cujo o silêncio delas, tem que ser absoluto... E até preocupante, porque não é normal.
A normalidade do dia de hoje, é não reconhecer o silêncio.
Por quê eu de veria? A solução para seus problemas, vem dele, assim como tudo!
Simplesmente, o fechar da boca e a contenção da nebulosa emoção que há no seu ser possa demonstrar o quanto ele é esquecido, ou até, apagado.
O olho enxerga a capacidade da vista, mas o silêncio consegue ver além.
Analisa no observar os pontos fortes e fracos, até mesmo numa guerra! Guerra, onde a frieza e a astúcia, demonstram dominar, obtidas pelo silêncio! Já que em guerras a sobrevivência é a raiz de cada ser.
Porém quando o perigo passa, o silêncio domina.
Ou antes ou depois; ele pode dar calafrios e até alívios para cada momento de batalha travada.
Silenciando ou silenciado.
O silêncio mostra caminhos, sábios ou sombrios.
É certo que no fal-tar d-a-s... p-a... l...a...v... r... " " ...
SSsshhh... Silêncio!
(...)
"Quero tocá-lo, com meu coração!"
Pare! De! Ditar! Regras! Para, o seu silêncio!
Deixe-o... voar, com o seu ar...
- Então, entre silêncios você deixaria eu soletrá-lo no seu ouvido?
- Onde está você?
O silêncio é tão forte que apaga até a sua presença, seja pessoal ou sentimental.
Por isso que ele acaba ou começa, todo o contexto do imaginário do ser.
Pelo mesmo respeito ao completar o mesmo ser!
Pouco a pouco eu delinho as pronuncias das letras S-I-L-Ê-C-I-O.
Para que compreendas a falta que nos fazem.
Em paz!

Por Carlos AI Nascimento.
02.01.201823:36
Maceió, AL.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O "Eu" em D-eu-S



Gênero: Depressão e Tédio



Deitado, derrotado e afogando minhas mágoas depressivas. Entre as bagunças do quarto, o vento sopra em caos de chuva. Está frio, em corpo adormecido. Lágrimas que escorrem no rosto e vidros, o mar me aprofunda. O veleiro teme as tempestades, enquanto na escuridão me fecho no fim. Memórias, agora apagadas. Silêncio, é o pavor da minha depressão. Desisto de viver, quero sumir e desaparecer. Numa mente fechada e isolada, luto contra a existência. Meus espaços, selados em todos os lados. Temo, o próprio tempo, que este me propõe a selva das dores. É privado, mas tenho pensamentos suicidas que me apertão para dentro da alma. Arde, realmente, rasgando os timbres das sujeiras espalhadas da minha vida, sobre a turva chamada da resposta por cura, onde inunda os desejos de tê-la. Envergonhado, ao ver a esperança apagar, porque mesmo sozinho não consigo chegar. E sempre nas palavras de fé, me perco caindo num abismo giratório. Eu acho que, esse é meu próprio inferno, interno entre falsidades e medo. Medo de tentar, medo conhecer, e também, de se aceitar. Por isso... tropeço na estrada infinita de remorsos e erros, e além disso... me desconheço. As baladas das músicas soadas por essas melodias de tristezas, sangra-me em gotas góticas ao cair da noite. As horas não passam, como as passadas movimentadas do centro das cidades. Me acolho pelas sombras das pessoas levadas pelas nuvens nos ventos. Ao abrir os olhos, um mundo desconexo, cada um no seu próprio ritmo assimétrico, aos corações e mentes perturbadas, doentes... como a minha. Onde eu não sou o erro, mas sim... todos somos um único, câncer a adoecer tudo que nos cerca. Acelerados batimentos cardíacos, levantam-me a sair e ir.... Mas tudo nessas mentiras e verdades, mortes e nascimentos... é onde não quero ir. Quero me afastar, sair do sistema que aprisiona as perspectivas humanas da vida, para solucionar minhas filosofias do ego interior, o nirvana de cada que se encontra no meu/seu próprio núcleo interior. Aos caros leitores, em seus tortos caminhos que se vão, isoladamente e necessitadamente, acolher seus insaciáveis prazeres em consumir suas próprias almas ao infinito desejo capitalista humano, aquele que transforma o homem na própria besta da evolução das espécies. Além dos céus, nesse espaço universal, separo-me das minhas loucas dores luzes solares ao vácuo imenso do Eu, em Deus.



Oh Hiroshima: 
In Silence We Yearn
Aria

 por Carlos Anderson I. do N.